domingo, 6 de dezembro de 2009

1.4 A menina, que virou gata.

Ela estava ansiosa por aquele dia.
Tinha muitos motivos pra acreditar que seria um dia diferente.
Principalmente uma noite especial.
Ele a fazia acreditar cada dia mais, que também pensava nela.
Ele a fez pensar que ele estava em conflito.
Conflitos dessa ordem não machucam ninguém,
e no caso dela.
Só aumentaram as chances de uma paixão platonica deixar de existir.

Pensar nele, tinha se tornado algo,
divertido, incitante, quase proibido.
O que o tornava cada vez mais atraente.
E desprendia nela, uma vontade de provocar.
Como uma gata, que fica arranhando o novelo de lã esperando uma reação.

E na brincadeira das conversas. Ela era a gata.

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